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Rodovia das Cataratas: turismo pede a DNIT e DER-PR a revisão de acessos ao aeroporto e ao parque

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Redação Marco Três · supervisão Annie Grellmann

Ofícios enviados em 31 de julho pedem reunião técnica para recuperar alças e retornos previstos no projeto e não executados na duplicação da BR-469

A Gestão Integrada do Turismo de Foz do Iguaçu quer sentar com o DNIT e o DER-PR para rever acessos e retornos que estavam no projeto da duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469) e ficaram de fora da obra, a começar pela entrada direta ao Aeroporto Internacional.

Rodovia das Cataratas: turismo pede a DNIT e DER-PR a revisão de acessos ao aeroporto e ao parque
Foto: Bento Mattos / Wikimedia · CC BY-SA 4.0

A principal via que liga a cidade ao Aeroporto Internacional e ao Parque Nacional do Iguaçu virou pauta de mobilidade. Em 31 de julho, a Gestão Integrada do Turismo de Foz do Iguaçu protocolou ofícios ao DNIT e ao DER-PR pedindo uma reunião técnica para tratar de acessos e retornos que constavam no projeto executivo da duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469), mas não saíram do papel. Os dois órgãos ainda não responderam.

O ponto que mais preocupa o setor é a retirada da alça que daria entrada direta ao aeroporto para quem vem no sentido Parque Nacional. Sem essa ligação, o motorista precisa seguir rumo ao Centro até o próximo retorno e rodar cerca de cinco quilômetros a mais para chegar ao terminal. "Isso aumenta o deslocamento, pode gerar filas e até ampliar o risco de um passageiro perder o voo", resume o coordenador da Gestão Integrada e presidente do Fundo Iguaçu, Fernando Antônio Martin Maye.

A lista de pedidos não para aí. Também ficaram de fora um anel de retorno para quem trafega no sentido Centro/Parque e uma opção de retorno perto do Centro de Visitantes do Parque Nacional; para esse trecho, a entidade sugere uma pequena rotatória que devolva aos veículos de turismo o acesso direto ao antigo portão.

O projeto executivo da duplicação foi bancado pelo Fundo Iguaçu, que integra a Gestão ao lado da Secretaria Municipal de Turismo, da Itaipu Binacional, do Itaipu Parquetec e do Visit Iguassu. O setor lembra que a rodovia deve ganhar novos hotéis e atrativos nas margens nos próximos anos, o que tende a puxar ainda mais a demanda por acessos bem resolvidos.

Há um precedente recente a favor do diálogo: as três passarelas de pedestres previstas no projeto também tinham sido retiradas durante a obra e acabaram confirmadas pelo DNIT após uma reunião em Brasília articulada pela Itaipu Binacional. A ideia agora é repetir a solução para as alças e os retornos antes da entrega definitiva. "Acreditamos que o bom senso vai prevalecer e que será possível incorporar os acessos previstos no projeto original", afirma Maye.

A duplicação da BR-469 chegou a 84% de execução, com trechos já liberados ao tráfego e conclusão prevista para 2026. A Gestão Integrada reconhece os ganhos de segurança e capacidade da obra e diz buscar informação e diálogo para reunir os técnicos responsáveis antes que a rodovia seja entregue.

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